Software
Além dos multiplexadores de sinais de ultra-som, a Triex também desenvolve e comercializa software para aquisição e tratamento de sinais de ultra-som. O software controla a aquisição e análise de grandes quantidades de sinais de ultra-som, sendo apropriado para testes de perda de espessura por corrosão em grandes estruturas como cascos de navio, tanques, caldeiras e dutos. O software é desenvolvido em Labview e utiliza placas de osciloscópio da National Instruments, padrão PCMCIA (para laptops) ou PCI (para desktops) como hardware básico para aquisição de sinais. O programa pode trabalhar com placas de 8, 12, 14 ou 16 bits. O programa permite a configuração de diversos modos de operação, que vão desde um único medidor de ultra-som conectado a 16 sensores, podendo atingir até 256 sensores. Também é possível usar configurações bem mais velozes como, por exemplo, 8 medidores de ultra-som ligados a 8 multiplexadores de 32 canais, configuração esta capaz de varrer 256 sensores em menos de 2 segundos.
  Multiplexador de Canais
1. Multiplexador de Canais e Inspeção por Ultra-Som
2. Configurações do Multiplexador
3. Aplicações (1ª parte)
4. Aplicações (2ª parte)
5. Software
6. Especificações e Modelos de Multiplexadores
 
   
 
 
O sistema desenvolvido pela Triex interpreta e pode armazenar o sinal de A-Scan, ou seja, o sinal que mostra o pulso de alta amplitude que excita o transdutor de ultra-som e os ecos que este sinal sofre ao se propagar pelo material em análise. Por causa desta característica, o sistema pode trabalhar com ou sem coluna de água, condição esta em que o sensor não está em contato direto com a superfície em teste, existindo um pequeno espaço, preenchido com água, entre a extremidade do sensor e a superfície em análise. O software também pode ser programado com mais de uma velocidade de propagação de som, sendo possível fazer analise de camadas sobrepostas, com mais precisão.


 

O computador a ser utilizado no sistema deve ser veloz e ter bastante espaço em disco, caso se deseje armazenar os sinais de A-Scan. Um sinal de A-Scan típico pode exigir 8Kbytes. Uma chapa de um metro quadrado, inspecionada com resolução de 1 cm, gera 100 x 100 = 10000 medidas, que consumiriam 80 Mbytes de disco. As figuras a seguir mostram diversas modalidades de aquisição, sendo possível visualizar em uma única tela até 64 sinais simultâneos de A-Scan.



O sistema, no caso de inspeção de cascos de navio e plataformas, também está preparado para fazer aquisição de dados de sistemas de posicionamento, como o Pharos da Sonardyne. Existem funções no sistema para mostrar os dados em formato A-Scan, B-Scan e C-Scan, além de funções de analise estatística e comparativa, para fazer distribuição dos valores medidos por faixa e projeção de corrosão de superfícies. Estas análises de tendência permitem programar com antecedência, manutenções de grande porte.
A Triex, além de fornecer partes do sistema, como multiplexadores e software, pode fornecer sistemas completos incluindo computador, placas de aquisição de dados e cabos. Podemos adaptar o software para operar com diversos tipos de instrumentos. É necessário porém que o instrumento a ser utilizado, tenha uma saída normalmente conhecida como RF output, com o sinal de A-Scan condicionado.

Uma das formas mais eficientes de se visualizar a condição de espessura de uma chapa é sem duvida o gráfico de C-Scan. No software desenvolvido pela Triex, além deste modo de visualização, foi criado um modo alternativo, que chamados de D-Scan, como uma referência a visualização em 3D. Neste modo é feita uma reconstituição tridimensional da superfície. É evidente que isto só é possivel e confiável quando a aquisição de pontos de espessura é feita com a alta resolução permitida por meio do uso de multiplexadores de ultra-som. Apresentamos a seguir o gráfico de C-Scan de uma chapa de 5 por 5 metros, com pontos de baixa espessura em intervalos mais ou menos regulares.

Em seguida apresentamos a visualização em D-Scan da mesma chapa, onde se percebe com facilidade a presença e a dimensão dos pontos de baixa espessura. Existem diversos comandos para melhorar a aparência do formato D-Scan, sendo possível movimentar a imagem em diversos sentidos além de se aumentar a altura da chapa.

Um recurso interessante é apresentado nessa última figura, onde aparece um negativo do D-Scan, ou seja, os pontos de baixa espessura são apresentados como picos de altura proporcional à baixa espessura. Estes são apenas alguns dos recursos disponíveis no Sonix, o software de aquisição e análise de sinais de ultra-som, desenvolvido pela Triex. É bom lembrar que o Sonix também trabalha com sinais de encoders incrementais ópticos, para monitorar com precisão a posição dos transdutores de ultra-som.

1. Multiplexador de Canais e Inspeção por Ultra-Som 3. Aplicações (1ª parte) 5. Software
2. Configurações do Multiplexador 4. Aplicações (2ª parte) 6. Especificações e Modelos de Multiplexadores